terça-feira, dezembro 23

Comemorações e Novidades


Ano próximo estaremos comemorando 10 anos de apresentações com o espetáculo "Super Coffin ou Sonho de uma noite de velório". Visto por mais de 10.000 espectadores. Em 2009 desejamos a todos sucesso e alegrias e agradecendo a todos que assistiram ao Super Coffin e prestigiaram este trabalho. Desde os taxistas de Bonsucesso até às senhoras do NorteShopping! Um belíssimo ano em 2009 a todos os amigos e fãs de Os Ciclomáticos Companhia de Teatro. Em janeiro retornaremos ao Teatro Miguel Falabella com o espetáculo Infantil "Antes que o galo cante" até 11 de janeiro, quem ainda não viu, não perca! E aguardem as novidades da Companhia: o site, o novo projeto e o novo espetáculo! E se mantenham em contato! Feliz Natal e um ótimo 2009 a todos! Paz no coração!

sábado, dezembro 13

Sobre Mentiras e Segredos no Youtube

Os Ciclomáticos no Youtube. Cia profissional com 12 anos e mais de 170 prêmios em todo o Brasil. Atualmente com 6 espetáculos em seu repertório: Super Coffin ou Sonho de uma noite de Velório (1999), Consummatum est (2000), amargasalmas (2003), A Corrente de Eléia (2005), Sobre Mentiras e Segredos (2006) e Antes que o Galo Cante (2006). Acesse também www.ribaribeiro.com

quinta-feira, dezembro 11

Open Space - riocenacontemporânea


Os Ciclomáticos Companhia de Teatro participará do evento do riocenacontemporânea 2008 identificado como Open Sapce, um fórum de discussão de grandes companhias cariocas. Aguardamos vocês!

quarta-feira, dezembro 10

Antes que o Galo Cante no Youtube

O primeiro infantil da Companhia escrito por Fabíola Rodrigues e Ribamar Ribeiro, com direção de Carla Meirelles. Em cartaz no Teatro Miguel Falabella sábados e domingos às 16 hs.

quarta-feira, dezembro 3

Super Coffin ou Sonho de uma noite de velório

Terceiro vídeo.

Super Coffin ou Sonho de uma noite de velório

Segundo vídeo.

Super Coffin ou Sonho de uma noite de velório no Youtube

Três videos do Super Coffin ou Sonho de uma noite de Velório colocados por fãs da Companhia. Espetáculo mais antigo de nosso repertório. Super Coffin estreou em 1999 e em 2009 completará 10 anos com apresentações ininterruptas. Algo difícil no mercado teatral atualmente. Vida longa a este divertidíssimo espetáculo.

terça-feira, dezembro 2

Uma fã de Goiânia assiste A Corrente de Eléia

Será só imaginação?

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

A tortura de Eléia


Foto: Divulgação da Peça
Mais uma vez Os Ciclomáticos esteve na capital para participar do Goiânia em Cena. Esse ano o grupo carioca apresentou “A corrente de Eléia”, com direção de Ribamar Ribeiro. A peça fala sobre tortura.
Eléia foi torturada durante a Ditadura Militar. Agora, ela sofre um outro tipo de tortura: aquela dos que não conseguem esquecer. Ela e o marido vivem afastados da cidade e ela tem medo de tudo, até mesmo dos que batem na porta.
E é pela porta que entra o fantasma de Eléia. O ex-torturador está ali ao seu alcance. Será realidade ou mais um dos pesadelos da ex-torturada? Luzes acendem e se apagam, barulho, muito barulho, Eléia gira frenética em torno das grades que a prendem, gritos.
- Posso lhe chamar de senhora ou seria muito enigmático?, é a frase que a faz reconhecer o antigo carrasco.
- Posso lhe chamar de senhora ou seria muito emblemático? Posso lhe chamar de senhora ou seria muito emblemático?
Eléia sucumbe. Começa a relembrar os Anos de Chumbo. Como foi arrancada de casa, assim como num aborto, a mãe gritando. As torturas, a gota d’água que era o único barulho que ouvia na cela. Chutes, muros, estupro, como arrancaram suas unhas. A dignidade humana reduzida a uma mulher que come a comida cuspida da boca do carrasco.
- Eléia, acorda! Eléia, acorda!, o marido grita do lado de fora da cela.
Realidade ou pesadelo? Será que as correntes que prendem Eléia são psicológicas ou ainda estão nos pés dela?
Para montar “A corrente de Eléia” Os Ciclomáticos tiveram ajuda do grupo Tortura nunca Mais, do Rio de Janeiro. Talvez, por isso, o ambiente do espetáculo seja tão perturbador. Tudo incomoda, também sofremos com Eléia. Os ruídos, a gota de água que não pára de pingar, as sessões de tortura, muito realista.
O cenário é uma grade em forma de círculo. Dentro há escadas móveis e ainda uma parte elevada onde a mulher se senta de vez em quando. O que desfavorece é a proximidade com o público que, no Martim Cererê, teve que se contorcer para ver as cenas que eram feitas no chão.
Os atores Fernanda Dias, Renato Neves e Júlio César Ferreira se mostraram muito bem afinados em suas atuações. Realmente conseguem passar os horrores vividos por quem foi torturado.

Curiosidades:
* O filósofo Zenão de Eléia (considerado o criador da Dialética) viveu na cidade de Eléia entre 464/461 a.C. Por conspirar contra o governo, ele foi torturado e morto, já que não revelou os nomes de seus comparsas.
* Os Ciclomáticos apresentaram “Sobre Mentiras e Segredos” em 2007 no Goiânia em Cena.

quinta-feira, novembro 27

Crítica de Sobre Mentiras e Segredos por Alexandre Mate no FESTIVALE

Festivale - Festival de Teatro do Vale do Paraíba - Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Fotos: João Teodoro

Crítica do espetáculo:

Espetáculo: SOBRE MENTIRAS E SEGREDOS
SOBRE MENTIRAS E SEGREDOS – A ANDROGINIA DAS VIZINHAS VENCENDO A MORAL E O EROTISMO EXACERBADO DAS MULHERES-OBJETO DE NELSON RODRIGUES.

Um dos melhores momentos da vigésima terceira edição do Festival do Vale do Ribeira, de São José dos Campos, foi vivido ontem, com o espetáculo apresentado pelo grupo Os Ciclomáticos Cia. de Teatro, do Rio de Janeiro. Mesmo premidos pela moda e
pelo mito (confere status montar uma obra de Nelson Rodrigues), Os Ciclomáticos
apresentaram uma surpreendente (des)montagem do universo rodrigueano, por intermédio
de algumas mudanças de foco.
A primeira mudança de foco diz respeito à dramaturgia. Partindo da exacerbação
dos conflitos de natureza sexual vividos por certo modelo de família tão ao gosto de Nelson
Rodrigues, Ribamar Ribeiro, autor do texto (a partir da junção e adaptação de textos
rodrigueanos e de processos de improvisação com os integrantes do Grupo) prioriza as
vizinhas na encenação. O texto, resultante desse processo, é fragmentado, ágil, e repleto
de intervenções. Os diálogos são desenvolvidos ao lado de intervenções das vizinhas –
sozinhas ou em coro, que apresentam comentários da vida da família, chefiada pelo
autoritário Dr. Ismael, que esquadrinha a vida de todos aqueles ao seu lado. Temperando
esses bons achados, os atores-narradores apresentam, ainda, rubricas do texto-base:
referindo-se às características das personagens e aos seus comportamentos. O texto,
portanto, tem uma característica épica em sua estrutura e em seu modo de apresentação
do conteúdo. A história da família é interrompida por corifeus e coriféias, de modo a
absolutamente teatral.
O espetáculo assume-se teatro e “não reproduz a vida como ela é”. Ao contrário, e
à exceção do Dr. Ismael, as personagens masculinas são andróginas: atores fazem as
personagens masculinas da peça e formam o coro das vizinhas, permanentemente em
cena. O excelente figurino de André Vital não é realista, mas composto a partir da junção de
recortes desiguais, repletos de detalhes e arabescos (formando uma miscelânea grotesca).
Ligado ao figurino, os leques que acompanham todas as personagens, ganham várias
significações na obra. Os leques representam, de certa forma, a batuta do conjunto de
maestros e maestrinas da cena: belíssimo achado. A maquiagem de ...., do mesmo modo
que os figurinos, tende a realçar, sobretudo os olhos, nesse caso dando completude à
vigilância das vizinhas, que, para bisbilhotar, precisam estar permanentemente de olhos
abertos. A cenografia, de Cachalote Mattos, é constituída por poucos praticáveis, algumas poucas
cadeiras e inúmeros bastidores-molduras-janelas: que devassam e, ao mesmo tempo,
congelam a intimidade da família de Alice. A iluminação de Mauro Carvalho aproveita-se da cenografia,
é eficiente e consegue tirar partido das difíceis cores que compõem o figurino. O trabalho
de coreografização dos corpos em cena, desenvolvido por Ribamar Ribeiro, cria excelentes desenhos e
deslocamentos das personagens. Enfim, em Sobre mentiras e segredos tudo se integra
formando e conferindo uma interessante unidade ao espetáculo.
À primeira vista e sem tanta reflexão, tendo em vista o impacto da obra, o
espetáculo pode transparecer maneirista. Entretanto, o trabalho da segura e sofisticada
encenação, a cargo de Ribamar Ribeiro, não permite que a obra se “afunde dentro dela
mesma.” Apesar de transitar com múltiplos signos, a obra conta a história muito bem, não
se caracterizando em enigma ou na reprodução tão ao gosto fotográfico do realismo. Obra
toda coreografa e fragmentada, marcada por staccato seguido de outro e outro, que
confere um ritmo alucinante, ao paroxismo. Difícil respirar! Esse ritmo frenético, algumas
vezes, mostra-se excessivo, mas nada que comprometa a obra. Nesse excesso, percebe-se
o trabalho composto a partir de muitas mãos: diferentes, singulares, mas que imprimem,
em conjunto, uma harmonia pela diversidade.
A junção de tão díspares e diferentes elementos apresentam uma metáfora bastante
significativa, talvez a mais cruel das metáforas, a de o real ser perverso e deformante!
Desse modo, e como ficou patente pelas falas do debate ocorrido em 21/11, o conjunto de
criadores da obra aproximou-se do expressionismo alemão. Penso que esta aproximação
deu-se singular e visceralmente plantado no pré-expressionismo alemão, naquele que vem
de Büchner, passa por Wedekind e começa a se espraiar em Kokoschka, ,á por 1907. As
personagens, mesmo as do núcleo familiar não são, em sentido clássico personagens, são
figuras: espécies de über-marionettes (super marionetes) desesperançadas, niilistas,
insanas, doentias... As figuras de Sobre segredos e mentiras são manipuladas pela
deformante realidade supervisionadas pelas vizinhas.
Trata-se de uma obra que adota o universo rodrigueano para colocá-lo de cabeça
para baixo. A encenação é irreverente e não mitomaniza o autor, não é obediente, não
sacraliza “o” Nelson Rodrigues, mas um parceiro por intermédio do qual se contou uma
história. Muitas dessas conquistas se deram pela heterogeneidade do elenco. Nesse elenco,
percebe-se que cada um se traz, formando um amálgama muito teatral, engravidado de
teatralidade.
Ao finalizar o espetáculo com o retrógrado (trajetória de traz para frente, por meio
da repetição de fragmentos ou flashes própria obra), se ainda houvesse alguma dúvida,
tudo tende a se esclarecer. A cena que congela o elenco no prólogo, a fragmentação da
narrativa e os desenhos de cena, a utilização do grotesco como tratamento estético. E
tudo faz sentido novamente.
Com esse excelente e coletivo trabalho, orquestrado pelo talentoso Ribamar Ribeiro,
Os Ciclomáticos Cia. de Teatro, conseguem desmistificar outro mito, pelo menos de certa
produção teatral paulista, a de que um bom espetáculo precise durar três, quatro horas.
Em cinqüenta e cinco minutos Os Ciclomáticos indicam um excelente caminho para se
repensar o teatro, Nelson Rodrigues, a unidade pela diferença, a paródia.
Longa vida ao grupo, muitos espaços de representação e de troca e reconhecimento,
eis o que esse Grupo pode esperar. Viva!

Alexandre Mate Professor e pesquisador de teatro

Fonte: http://www.fccr.org.br/festivale/criticas/Sobre_Mentiras_AleMate.pdf

terça-feira, novembro 4

FUNARTE e Os Ciclomáticos

Começa nesta sexta-feira (24) a sétima edição do Goiânia em Cena


O Goiânia em Cena 2008 - Festival de Artes Cênicas mais uma vez movimenta a cidade com espetáculos nacionais consagrados, nas vertentes teatro, dança e circo. Entre os dias 24 de outubro e 4 de novembro de 2008, Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, Centro Cultural Martim Cererê e Teatro Goiânia recebem espetáculos locais e grandes produções nacionais. Na programação grupos como a Cia Armazém de Teatro e os Ciclomáticos (RJ), as companhias de dança Cisne Negro e Raça (SP) e os palhaços do grupo LaMínima (SP).
Nesta edição, a Mostra Local foi dividida em duas mostras distintas, compostas por dez espetáculos indicados por uma comissão de seleção formada pelos especialistas Aguinaldo Moreira de Souza (PN), Roseli Bodnar (TO) e Vicente Concilio (SC). A Mostra Palco conta com seis montagens, sendo quatro peças teatrais e dois espetáculos de dança.
A Mostra Espetáculos de Rua acontece no dia 24 de outubro, aniversário de Goiânia, em parques e espaços alternativos da capital, e trará quatro atrações em oito apresentações que prometem movimentar a cidade.
A programação inclui ainda a Mostra de Cinema Dos Palcos à Tela, que exibe filmes relacionados às artes cênicas. Na telona, O Tablado e Maria Clara Machado, documentário de Creuza Graviana (RJ) e As Cinzas de Deus, de André Semenka (MG). O Cine Goiânia Ouro apresenta ainda uma programação especial em homenagem ao Dia Internacional de Animação.
Mais uma vez o festival promoverá debates sobre os espetáculos locais selecionados para a Mostra Palco, com a participação de especialistas locais e nacionais. O Goiânia em Cena oferece também oficinas e cursos relacionados às três linguagens cênicas abordadas pelo festival, shows musicais e uma programação paralela que acontece na Casa das Artes.
Outro diferencial desta edição é que, além de premiar personalidades de destaque, por seu trabalho em prol das artes cênicas, um dos grupos locais será contemplado com o Prêmio Goiânia em Cena, uma forma de incentivar a circulação da produção goiana.

FUNARTE


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Sérgio Mamberti é o escolhido para assumir a presidência da Funarte
Ao anunciar Sérgio Mamberti como o novo presidente da Funarte, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (31), em Brasília, o ministro Juca Ferreira destacou o papel de Mamberti frente à Secretaria da Identidade e da Diversificação Cultural e afirmou que a Funarte "precisa voltar a ser nacional".


Começa nesta sexta-feira (24) a sétima edição do Goiânia em Cena

O festival, patrocinado pela Funarte, traz à capital goiana grupos como a Cia Armazém de Teatro e os Ciclomáticos (RJ) e as companhias de dança Cisne Negro e Raça (SP), entre 24 de outubro e 4 de novembro.